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Precisamos falar de Lou e Will!

Antes de mais nada, se você está procurando um livro com um belo final feliz, digno de conto de fadas; eu te digo para passar longe desse. Mas se você está buscando um, que vai te tirar da sua zona de conforto e mexer com as suas estruturas, então chega mais que você está na resenha certa!

Eu sei que esse livro já foi falado e refalado várias e várias vezes, mas eu ainda esbarro com pessoas que nunca o leram. Então, senta aqui e vamos conversar sobre quem eu fui antes e depois dessa história!

como2beu2bera2bantes2bde2bvocc3aaLivro: Como eu era antes de você (Me before you)
Editora: Intrinseca
Edição: 2013
Autora: Jojo Moyes
Páginas: 320 Páginas
Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

“Queremos livros que nos afetem como um desastre. Um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós”. Franz Kafka

Will Traynor e Louisa Clark não são um casal convencional e nem se amam logo de instante. Na história deles, temas delicados são retratados com tamanha maestria e cuidado, que é impossível não ficar impactado e arrebatado com eles e Jojo Moyes -a autora.

Will tem 35 anos e era um homem ativo e cheio de vigor, amante de aventuras e da própria vida. Mas, dois anos antes de Lou entrar na sua vida, ele sofre um grave acidente que o deixa tetraplégico. Como era de se esperar, ele não aceita passar de um homem independente para um total dependente de ajuda para as tarefas mais simples e corriqueiras do dia a dia. Nesse mar de revolta, ele decide que, em seis meses irá para uma clínica na Suiça onde a eutanásia não é crime para dar um fim ao seu tormento. Em paralelo, temos Lou; que com 26 anos ainda mora com pais e trabalha em uma pequena cafeteria em uma cidade da chuvosa Inglaterra. Com um relacionamento de sete anos com Patrick, ela se sente acomodada na vida, sem ambições ou sonhos. Mas, o destino resolve mexer com seu mundo quando o café é fechado e ela, sem estudo ou nenhuma pespectiva de vida, se vê sem emprego. Sem ter o que fazer, ela aceita o emprego de cuidadora de um deficiente, com um contrato de apenas seis meses. É nesse tempo que a vida deles – e a nossa- muda completamente, deixando marcas e sequelas para sempre.

Como eu era antes de você - 02

“E sabe o que? Ninguém quer ouvir esse tipo de coisa. Ninguém quer ouvir você falar que está com medo, ou com dor, ou apavorado coma possibilidade de morrer por causa de alguma infecção aleatória e estúpida. Ninguém quer ouvir sobre como é saber que você nunca mais fará sexo, nunca mais comerá algo que você mesmo preparou, nunca vai segurar seu próprio filho nos braços. Ninguém quer saber que às vezes me sinto claustrofóbico estando nesta cadeira que tenho vontade de gritar feito louco só de pensar em passar mais um dia assim”.

Will odeia Lou no primeiro contato, e no segundo e no terceiro. E no meio dessa rejeição toda, ela descobre que, depois de já ter tentado suicídio, ele irá para o Dignitas (clínica na Suíça) para morrer. Esse é o estopim para que ela pense seriamente em desistir do novo emprego, mesmo ele sendo extremamente bem remunerado.

Como já era de se esperar, Lou decide que sua missão é convencer Will de que ele pode conviver com sua deficiência e que ele deve insistir em viver uma vida plena e feliz; através de programas diários, ela vai tornando a vida de Will um pouco mais leve e divertida. E aos poucos, ela vai encontrando seu espaço na bolha na qual Will se protege, construindo uma relação de amizade e amor tão forte que nenhum dos dois poderia imaginar.

“Estou lhe dando isso porque poucas coisas ainda me fazem feliz, e você é uma delas”. “É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. Você mudou a minha vida (…)”.

Mas não pense que é apenas Lou que muda a vida de Will porque você está tremendamente enganado. Ele consegue tira-la de sua zona de conforto, mostrando para ela a importancia em crescer, ter sonhos, ambições, desejos. Mesmo sendo um homem sem esperanças de viver ou ser feliz, ele consegue entrar na bolha de Lou, mostrando que ela tem todos os motivos para viver uma vida repleta e plena. E é aí que a gente percebe que um vai mudando o outro, vai dando para o outro aquilo que faltava e que eles nem sabiam ou sentiam falta. É lindo!

 E então, eu chorei!

Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente — ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela — obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem.

 

Eu já tinha chorado em ‘A Culpa é das Estrelas’ então chorar com livros não é algo tão incomum comigo, mas essa história mexeu comigo. Quando acabou, eu lembro de ter ficado chorando em silêncio, com o livro fechado e pensando em todos os sentimentos que estavam borbulhando em mim. Uma história tão envolvente e cativante que eu terminei mais rápido do que pensei. Vi os sentimentos dos personagens espelhados nos meus de uma maneira tão delicada que eu guardo comigo até hoje!

Eu queria que o Will tivesse encontrado sua redenção e, ao mesmo tempo, eu queria que ele fosse feliz, mesmo que isso significasse ir pra clínica. Queria que Lou tivesse seu final de conto de fadas mas sabia que se fosse com o Will seria fácil demais e ela voltaria a se acomodar em algum momento. O livro destruiu preceitos e conceitos que eu tinha, tão enraizados em mim que eu chorei pela despedida deles mas ao mesmo tempo, pela libertação deles. E falar disso, me dá um nó profundo na garganta e os olhos já enchem de lágrimas.

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Jojo Moyes demonstrou um carinho tão grande com sua história, sua escrita e seus personagens, que ela conseguiu uma narrativa com características de romance, comédia, drama e auto-ajuda. Ela teve um cuidado em retratar um cadeirante que fugisse da forma caricata que já vimos várias e várias vezes. Ela destacou pontos na qual para nós são ignorados mas, para eles, dificuldades; como: a falta de amizades, o preconceito, a falta de solidariedade e compaixão, a solidão que muitos carregam .. Uma história tão envolvente e cativante que eu terminei mais rápido do que pensei.

“É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. […]Não pense muito em mim. Não quero que você fique toda sentimental. Apenas viva bem.

Apensa viva…”

Então, se você ainda não o leu .. leia! Leia antes que o filme chegue aos cinemas, leia antes que mais alguém te diga o quanto teve seus sentimentos mudados e transformados com a história. Leia e já compre a continuação ‘Eu depois de você’, que promete ser tão eficaz e maravilhosa quanto essa.

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Confere a sinopse: Como seguir em frente depois de perder a pessoa que ama? Como construir uma vida digna de ser vivida?

Louisa Clark já não é mais uma garota normal que vive uma vida simples. Depois dos transformadores seis meses que passou com Will Traynor, ela está lutando sem ele. Quando um extraordinário acidente força Lou a retornar para sua família, ela não pode deixar de sentir que está de volta para onde começou.

Seu corpo se cura, mas Lou sabe que ela mesmo precisa de um pontapé inicial para voltar a viver. É assim que ela termina no sótão de uma igreja com os membros do grupo de apoio Moving On, que compartilham ideias, risadas, frustrações e terríveis biscoitos. Eles também a levam diretamente ao forte e capaz Sam Fielding — o paramédico, cujo negócio é a vida e a morte, e o único homem que pode ser capaz de entendê-la. Então uma figura do passado de Will aparece e leva todos os seus planos, empurrando-a para um futuro muito diferente…

Para Lou Clark, a vida após Will Traynor significa aprender a se apaixonar novamente, com todos os riscos que isso traz. Mas aqui Jojo Moyes nos da duas famílias, tão reais como a nossa, cujas alegrias e tristezas tocaram profundamente, e onde todas as mudanças e surpresas esperam.

  • Você sabia? •

A clínica Dignitas que Will escolhe para terminar com a própria vida, fica em Zurique na Suíça e foi fundada em 1998. A ideia da “organização” é auxiliar as pessoas (pacientes em casos terminais) que desejam tirar a própria vida. O que atrai pessoas do mundo todo para essa entidade é que ela possui o apoio legal da região para praticar o que, na maioria do mundo, é ilegal.

Existe um filme com temática parecida com a atriz Julia Roberts, se chama Dying Young (Tudo Por Amor), baseado em um romance de mesmo nome de Marti Leimbach. No filme Hilary O’Neil é uma jovem sem dinheiro e educação e sem nenhuma sorte no amor. Ela responde ao anúncio como dama de companhia de um jovem com leucemia que vai mudar seu mundo por completo. Os dois descobrem que tem muito em comum, apesar da inteligência e dinheiro do rapaz. A crescente amizade vai dando lugar a um profundo e poderoso romance que, por fim, testa os limites do verdadeiro amor.

Assinatura Bianca Senna

 

 

 

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4 thoughts on “Precisamos falar de Lou e Will!”

  1. Cara Bianca,
    Fiquei exatamente tocada com as suas palavras escritas aqui nesta resenhas, pois elas foram capazes de descrever exatamente tudo aquilo que senti lendo e, especialmente, quando terminei esta leitura. Cheguei a inclusive rir em alguns momentos de sua resenha pensando “exatamente!!” “foi assim que eu me senti!!!”. Rs
    Bem, sucesso com as resenhas e especialmente com esses livros que mexem por demais com as nossas emoções! Sucesso e abraço!

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    1. Rafa, muito muito obrigada. Fazer essa resenha foi bem difícil porque enquanto a metade amou a continuação, outra odiou!
      É bom saber que encontrei alguém com os mesmos pensamentos que eu com relação a Lou e Will.
      Beijos enormes!

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  2. OMG, não consigo ler nada sobre Me Before You, sem chorar! É uma história linda, cativante, emocionante e que nos leva a repensar muito sobre nossas vidas! Sim, vou admitir que queria muito que Lou tivesse conseguido fazer com que Will desistisse da ideia, mas confesso que Jojo usou artifícios que nos leva a aceitar o final do livro…. É, fiquei super dividida com Me After You, ou seja, metade odiei, mas ao mesmo tempo amei a outra metade, porque Will conseguiu deixar com e para Clarke, uma partezinha sua (além de todos os acontecimentos vividos pelos dois, é claro). Foram umas das mais lindas e emocionantes histórias que já li! Enfim, falo muito, rs! Mas, parabéns pela resenha! Beijos!

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  3. Olá, boa tarde!
    Fazia tempo que eu queria ler esse livro, mais estava lendo uma serie longa e não queria interromper…
    mais, realmente precisava conseguir falar sobre esse livro, ver outros pontos de vista… esse livro como vc bem disse, mexeu realmente com minhas estruturas… eu gosto muito de romance e como sabemos a grande maioria dos romances tem drama… normal
    mais cara esse foi o DRAMA… tipo concordo muito com o ponto de vista do Will, nem imagino a minha vida desse jeito, mais nãos esperava que ele não mudasse de ideia diante de todo amor e dedicação que a Lou dedicou a ele…
    desdo começo do livro sabia que ele morreria, na verdade a questão não foi ele morrer… foi ele QUERER morrer…
    estou terminando o segundo livro e tipo que a decisão dele mudou toda a vida dela… eu costumo dizer que o ser humano é muito egoísta com relação a morte, perdi minha mãe com 16 anos depois de muito sofrimento com um câncer e eu sabia quando ela se foi que isso foi o melhor pra ela, mesmo com todo o sofrimento da familia,
    mais acho que nesse caso o Will foi muito egoista também.. fiquei muitooo mal com o fim dessa historia, não tô conseguindo me libertar do Will…

    Parabéns pela resenha !

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